segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Computadores chegam às escolas rurais



Sexta-feira, 26 de novembro de 2010, as escolas rurais foram beneficiadas com o programa Pro-info rural. Na oportunidade, cada escola foi contemplada com cinco computadores e uma impressora.

Para o secretário de educação, professor Vanildo Batista, a educação municipal não tem fronteiras, o aluno esteja na cidade ou no campo, tem os mesmos direitos e deveres. Hoje é inadmissível que o cidadão tenha domínio ou melhor, competência na área da informática e essa inclusão precisa dar-se já nas primeiras séries do Ensino Fundamental.

O secretário também acentuou que no próximo ano, os professores que lecionam nas comunidades rurais participarão de reunião onde na oportunidade será informado como a Secretaria irá apoiá-los a usarem as ferramentas citadas tanto na sua auto-formação quanto na prática de ensino.

Conclusão do Brasil Alfabetizado


Dia 03 de dezembro de 2010, às 19 horas, no auditório do Projovem, aconteceu a conclusão do Programa Brasil Alfabetizado.

Na oportunidade, estiveram reunidos a Professora Sebastiana de Azevedo Gomes, coordenadora municipal do mencionado programa, como também dos alfabetizadores, alfabetizandos que compõem as oito turmas que funcionaram nas áreas urbanas e rurais do nosso município e representantes do poder executivo municipal representando pelo Secretário Municipal de Educação, Cultura e Desportos, professor Vanildo Batista Gomes.

No evento, foram apresentados slides, leitura e discussão de mensagens e execução de dinâmicas. Também foi entregue a cada alfabetizando os testes cognitivos aplicados em duas etapas e certificados. Por fim, foi servido um lanche a todos os participantes.

Para a coordenadora, professora Sebastiana, todos estão de parabéns, tanto quem coordenou, quanto quem alfabetizou ou apoiou no processo de alfabetização de jovens e adultos que tiveram a oportunidade de escrever, ler, contar e ver a sala de aula como motivação para a importância da busca do saber. E por essa razão louva a Deus pelas conquistas e procurará, com o grupo de alfabetizando, fazer uma auto-avaliação e tomar esses dois anos de experiências como objeto de estudo para que no próximo ano de 2011 planeje e desenvolva um trabalho melhor.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Entrevista de Dilma

"Meu governo não será um engavetador de denúncias"

Entrevista exclusiva da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff

Octávio Costa

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DESAFIO


Dilma afirma que um dos seus principais objetivos,


se eleita presidente, é erradicar a miséria

A revista ISTOÉ elaborou uma entrevista com as mesmas 15 perguntas para os dois presidenciá­veis – tratando de temas relevantes para o País, como emprego e educação – com o compromisso de democraticamente abrir o mesmo espaço para suas ideias. O candidato


José Serra preferiu não responder. A candidata Dilma Rousseff concedeu a entrevista e a seguir publicamos o seu teor.

ISTOÉ – O Brasil cresce hoje a 7%. O que esperar dos próximos quatro anos?


Dilma Rousseff – Nos últimos oito anos, abriu-se uma nova era de prosperidade para o Brasil. Temos uma política econômica que vem dando resultados altamente positivos, com crescimento do PIB a taxas inéditas no País e com distribuição de renda. O Brasil está perto de se tornar uma das maiores potências mundiais. No meu governo, se eleita, seguirei a trajetória do presidente Lula, que criou 15 milhões de empregos com carteira assinada, reduziu a informalidade, aumentou e recuperou o poder de compra do salário mínimo, ampliou o crédito e o consumo interno, estabeleceu uma política de investimentos públicos e privados, deu estabilidade macroeconômica. Colocou o Brasil num novo patamar mundial. Mas trabalharei incansavelmente para erradicar a miséria. Já fizemos muito para chegarmos a esse objetivo, 28 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza e outras 36 milhões ascenderam à classe média.


ISTOÉ – Há anos o Brasil sofre com uma elevada taxa de juros. O que fazer para baixá-la?


Dilma – Temos conquistado, progressivamente, taxas de juros reais menores ao longo do tempo. Eram 16% no início de 2003 e chegamos a menos de 6% nos últimos meses. Concordo que é preciso baixar mais, mas isso, infelizmente, não se consegue só com boa vontade. É preciso reunir condições para isso. Estamos aumentando o investimento e reduzindo a dívida pública. Isso permitirá uma redução adicional na Selic, que, por sua vez, diminuirá a pressão atual pela apreciação do real. Outro fator que permite a redução, sem comprometer o controle da inflação, é o crescimento da nossa produtividade.


ISTOÉ – Qual deve ser o perfil do seu futuro ministro da Fazenda?


Dilma – Não se fala em cargos e perfis, sem saber o resultado das urnas.


ISTOÉ – O BC deve continuar autônomo em relação à Fazenda?


Dilma – O Banco Central brasileiro tem autonomia operacional e isso deu muito certo. Acho que o BC é o seguinte: autonomia operacional e status ministerial no que se refere ao seu presidente.


ISTOÉ – O País tem uma das maiores cargas tributárias do mundo. Como diminuir o peso dos impostos na produção e no consumo?


Dilma – O principal foco da reforma tributária deve ser o de simplificar e racionalizar a arrecadação de impostos. Avançamos muito nos últimos anos, com desonerações e ampliação de sistemas tributários simplificados, como o Super Simples. Ainda assim, as empresas brasileiras gastam muito tempo e recursos para pagar impostos e o governo também gasta muito tempo e recursos para arrecadar e fiscalizar os impostos. Assim, minha proposta de reforma tributária vai priorizar o aumento na eficiência produtiva, tanto do ponto de vista das empresas quanto do governo. Alguns impostos podem e devem ser reduzidos, como a contribuição sobre a folha de pagamentos, serviços públicos essenciais, remédios e investimentos. Vou também construir um sistema de devolução automática de créditos, em acordo com os governadores, envolvendo os impostos e as contribuições federais e estaduais, pois um crédito não devolvido é um tributo pago indevidamente.


ISTOÉ – O Brasil precisa garantir melhor qualidade ao sistema público de saúde. É possível fazer isso sem recriar a CPMF? Como?


Dilma – Se eleita, vou construir a estrutura definitiva do SUS, o que requer financiamento compatível com suas necessidades. Vou apoiar a regulamentação da Emenda Constitucional nº 29 para fixar novos patamares de vinculação da receita e definir o que são ações e serviços públicos de saúde. Promoveremos maior equidade na distribuição dos recursos federais e estaduais para a saúde utilizando critérios epidemiológicos, de rede instalada, renda per capita, IDH e outros para corrigir as desigualdades. Aperfeiçoaremos os mecanismos de acompanhamento, monitoramento e controle social dos recursos do Ministério da Saúde e os transferidos a Estados e municípios, priorizando o combate ao desperdício e a desvios.


ISTOÉ – Quais são seus planos para o Mercosul?


Dilma – O Mercosul é uma realidade histórica com quase 20 anos de existência. Todas as iniciativas devem ser voltadas para o seu fortalecimento, não para a sua morte. Com a multipolarização do mundo, os problemas encontram cada vez mais soluções de natureza regional. É assim na Ásia, na América ou em outras regiões. Vale para questões econômicas, ambientais ou de segurança. Os últimos anos do Mercosul foram marcados por um extraordinário incremento comercial. A crise global, que abateu especialmente a indústria, afetou as transações comerciais. Mas em 2010 observamos uma forte recuperação. O fortalecimento institucional do Mercosul e uma integração produtiva maior devem fazer parte de uma agenda para o Mercosul.

“Acho que o BC é o seguinte: autonomia operacional e


status ministerial no que se refere ao seu presidente”

ISTOÉ – Como evitar que nossa Previdência Social entre em colapso, como acontece agora na Europa?


Dilma – Não precisamos de uma grande reforma na Previdência. Se houver necessidade, poderão ser realizados ajustes pontuais, para adaptar a estrutura de aposentadorias e pensões às novas realidades da economia e da sociedade.


ISTOÉ – O que fazer para melhorar o padrão educacional do Brasil?


Dilma – O grande salto para um país verdadeiramente desenvolvido é a educação de qualidade, desde a creche até a pós-graduação. E tenho absoluta convicção de que não chegaremos a este lugar se não investirmos fortemente no professor, na sua carreira, na sua formação, no seu salário. Este será um dos grandes investimentos de meu governo, se for eleita.


ISTOÉ – Hoje o Brasil bate recordes na geração de empregos. Qual a sua política para manter esse ritmo?


Dilma – A taxa de desemprego de 6,9% aponta para um quase pleno emprego. E isso graças aos sucessivos recordes de geração de empregos nos últimos anos. Vamos fechar em algo em torno de 15 milhões, com carteira assinada. A receita para continuar gerando empregos é: fortalecer as políticas sociais; continuar investindo em infraestrutura; estimular a produção; apoiar o agronegócio e a agricultura familiar; fortalecer as micro e pequenas empresas. E manter as políticas sociais que estimulam o consumo das famílias, além da política de valorização do salário mínimo. Mas tenho duas propostas que serão decisivas para avançar ainda mais: a desoneração da folha de pagamentos, reduzindo a alíquota de contribuição patronal, o que beneficiará principalmente os setores intensivos em mão de obra, como calçados, alimentos, têxteis; e a criação do Ministério das Micro e Pequenas Empresas, que permitirá aprimorar todas as políticas voltadas a este segmento, dando-lhe mais competitividade e, desta forma, ampliando a capacidade da economia brasileira de gerar empregos de qualidade.


ISTOÉ – Como será a relação do governo com o MST?


Dilma – Como foi no governo do presidente Lula, sempre com diálogo. Nós não tratamos movimentos sociais com cassetete nem com repressão. Não apoiamos nenhuma ação que fuja da legalidade, mas também não fechamos as portas do diálogo para resolver conflitos.


ISTOÉ – Como preservar o meio ambiente fazendo o Brasil crescer?


Dilma – No governo Lula, demonstramos que é possível crescer, distribuir renda e ser ambientalmente sustentável. Este é o modelo de desenvolvimento que perseguimos e que continuarei perseguindo. Tenho proposta clara para o desenvolvimento sustentável do Brasil. Entendo ser fundamental, por exemplo, avançar na agenda da sustentabilidade em todos os segmentos de políticas públicas. No PAC 2 já previmos investir R$ 9,7 bilhões no período 2011-2014 em fontes alternativas de geração de energia, em especial eólica e biomassa. Temos o compromisso com a implementação da Política Nacional de Mudanças Climáticas e vamos consolidar os acordos setoriais no âmbito do Plano Nacional de Mudanças Climáticas. O grande avanço que tivemos nesses oito anos e que continuará sendo a marca da nossa gestão, se eleita for, é a vinculação da questão social e da ambiental. Consolidar este modelo de desenvolvimento nos levará a uma situação de maior justiça social, valorização dos nossos recursos naturais e preservação da nossa biodiversidade.


ISTOÉ – É necessária uma mudança na matriz energética brasileira?


Dilma – O governo Lula deixará um legado importantíssimo para os quatro anos do próximo governo, que é a contratação de 100% da oferta necessária para atender à demanda de energia elétrica no Brasil, com o País crescendo a taxas desejáveis. Não farei diferente. A minha experiência no setor – que é grande – mostra que a política de geração de energia elétrica no Brasil deve sempre priorizar, como fizemos no governo Lula, a modicidade tarifária, a segurança do abastecimento e uma matriz energética renovável. Lembro que uns 47% de toda energia que produzimos no Brasil é proveniente de fontes renováveis, com destaque para a hidreletricidade, os biocombustíveis e as energias alternativas – biomassa, pequenas centrais hidrelétricas e eólica. É sempre bom lembrar que a hidreletricidade abasteceu 85% de nossa demanda de energia elétrica em 2009. E só utilizamos um terço do potencial energético de nossos rios para a geração de eletricidade, o que significa que temos todas as condições para manter elevada a participação das energias renováveis nos próximos anos, principalmente com a entrada em operação das hidrelétricas do rio Madeira e de Belo Monte. A fonte hidráulica, tão abundante em nosso país, com toda certeza terá papel preponderante na próxima década. Todavia, para que aproveitemos de forma racional as características dessa energia, será preciso completá-la com fontes alternativas também renováveis.

“Alguns impostos podem e devem ser reduzidos,


como a contribuição sobre a folha de pagamentos,


serviços públicos essenciais, remédios e investimentos”

ISTOÉ – A ONG Transparência Internacional mostra que o Brasil ocupa uma vergonhosa 69º posição no ranking da percepção de corrupção. O que fazer para mudar isso?


Dilma – Não vou vender para a população a ideia de que as coisas são perfeitas e de que não vai acontecer nada. Um governo se mede pela capacidade que tem, não de garantir que não haja nada, mas de, em havendo, tomar providências, investigar e punir. O governo do presidente Lula não foi – e o meu, caso eleita, não será – um engavetador de denúncias, como aconteceu no passado. É importante lembrar, também, que fortalecemos e valorizamos os órgãos investigativos, como a CGU e a Polícia Federal.


ISTOÉ – Qual a melhor maneira de enfrentar o déficit habitacional brasileiro? Construindo casas populares ou facilitando o crédito para a população de baixa renda?


Dilma – Com o Minha Casa Minha Vida, que terá atenção especial em meu governo. Nós retomamos no País o papel do Estado na política habitacional, por meio desse programa. Se os mais pobres não têm condições de pagar a prestação de uma casa própria, o Estado tem que subsidiar. Mas esta é uma política também para reaquecer o setor da construção civil, que é grande empregador. Vamos continuar nessa linha, mantendo crédito e financiamento. Fizemos o Minha Casa Minha Vida, que coordenei pessoalmente como ministra-chefe da Casa Civil, e já temos prevista a segunda edição do programa para o período 2011-2014. Serão construídos dois milhões de moradias com investimentos de R$ 71,7 bilhões. É importante lembrar que 60% das unidades habitacionais serão destinadas a famílias com renda de até 2,4 salários mínimos.

Fonte: Revista Isto é

Duas eras em confronto - Parte 1

Duas eras em confronto - Parte 1

PT e PSDB comandaram o País nos últimos 16 anos. Conheça quais são as diferenças entre as gestões e tenha mais elementos para definir o seu voto

Amauri Segalla e Luiza Villaméa

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TRUNFOS


A marca do governo Lula é o pré-sal. Na gestão tucana, as privatizações.


Abaixo, FHC com Wilma Motta, viúva de Sérgio Motta,


e Mendonça de Barros, que caiu após escândalo

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A eleição do domingo 31 não vai apontar apenas o nome do vencedor da corrida presidencial. Ela também simboliza um inédito confronto entre os partidos que dominaram a cena política nos últimos anos – o PT e o PSDB. Pela primeira vez, os brasileiros terão como base de comparação dois períodos precisos, que duraram exatamente oito anos, e que ficaram marcados por diretrizes econômicas e ações políticas divergentes na maioria das vezes. O PSDB deteve o poder de 1995 a 2002, com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Desde 2003, é o PT quem dá as cartas por intermédio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A despeito de convicções ideológicas, tão exacerbadas nestes tempos de eleição, os dois inegavelmente estão na lista dos líderes mais importantes da história do Brasil. Ambos tiveram méritos e defeitos, erros e acertos, e é impossível não creditar à dupla o excepcional momento vivido pelo País. Mas, afinal, como comparar os dois governos? Por mais que um lado ou outro possa reclamar, não há forma mais justa de avaliar as duas eras do que colocar na mesa de discussões os indicadores de cada gestão. Foi isso o que ISTOÉ fez, no levantamento mais completo já realizado a respeito dos dois governos.

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Principalmente nas áreas econômica e social, a análise dos números indica que a gestão petista tem resultados melhores para apresentar. Nesse aspecto, o primeiro dado que chama a atenção é a evolução do Produto Interno Bruto (PIB), que traduz o aumento da riqueza de um país. Nos dois mandatos de FHC, a taxa média anual de crescimento foi de 2,3%. Nos governos Lula, o índice será de 4% (considerando uma alta do PIB de 7,5% em 2010, embora analistas independentes acreditem que a taxa possa chegar a 8%). Lula também conseguiu uma proeza notável: elevou a renda per capita brasileira a US$ 10 mil, um marco que aproxima o índice brasileiro do indicador observado em países desenvolvidos. Nesse ponto, FHC não brilhou. Entre 1995, primeiro ano do governo Fernando Henrique, e 2002, quando ele deixou o poder, a renda per capita brasileira caiu de US$ 4,85 mil para US$ 2,86 mil. Em defesa de FHC, é importante lembrar que ele enfrentou duas sérias crises (da Ásia e da Rússia), que causaram estragos mundo afora.

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REMÉDIO


O PSDB popularizou os genéricos, medicamentos mais baratos

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ALIMENTO


O PT criou o Bolsa Família, que tirou brasileiros da miséria

Para muitos especialistas, o principal acerto econômico do governo Lula foi a política de crédito. “A expansão brutal do crédito dinamizou a economia”, diz Aldo Fornazieri, diretor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo. “Ela gerou empregos, estimulou investimentos das empresas e blindou o Brasil diante das crises financeiras internacionais.” Com empréstimos mais acessíveis, as pessoas passaram a comprar mais bens, o que contribuiu para o aumento da produção industrial, mobilizada para atender à crescente demanda. Nesse ciclo, mais empregos foram gerados e, como consequência, veio o aumento da renda da população. Um dos efeitos colaterais dessa lógica capitalista é a alta inflacionária, em geral associada ao consumo desenfreado. Com metas de inflação rigorosamente cumpridas, o governo Lula não foi vencido por esse mal. No quesito controle de preços, motivo de orgulho para os tucanos, Lula também obteve um desempenho destacado. Na era Fernando Henrique, a inflação média foi de 9,1%. Nos oito anos de governo Lula, o índice deverá fechar abaixo de 6% – número surpreendente diante dos recorrentes argumentos utilizados pelos defensores de FHC, de que Lula supostamente levaria o País ao abismo inflacionário. “Lula demonstrou uma responsabilidade econômica que foi fundamental para o desenvolvimento do País”, diz o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília.

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Justiça seja feita, Fernando Henrique herdou um quadro econômico muito mais complicado do que Lula. Inflação desenfreada, desconfiança internacional, empregos em declínio, investimentos minguados, tudo isso elevou de forma significativa os desafios colocados diante de seu governo. Ao PSDB deve ser atribuído o feito histórico de, enfim, consolidar no País uma moeda forte – o real –, que permitiu que os brasileiros controlassem suas despesas e planejassem melhor o futuro. A estabilidade econômica representou uma virada brutal, que fixou os alicerces necessários para sustentar o crescimento que viria mais adiante. Por sua vez, o PT pegou a casa relativamente arrumada, pronta para avançar num ritmo mais intenso. Lula, porém, foi suficientemente inteligente para prosseguir apostando no que funcionava. “Um dos méritos de Lula foi ter dado continuidade às políticas fiscal e monetária do governo Fernando Henrique”, diz Fleischer.

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ENERGIA


Acima, apagão no governo FHC.


Abaixo, Lula no anúncio do pré-sal

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Embora a condução da política econômica tenha convergido em alguns pontos, as eras PSDB e PT possuem características muito distintas. Qual é a marca principal de cada governo? No caso FHC, seu maior legado foi a estabilidade da moeda, façanha reconhecida por economistas de qualquer inclinação ideológica. No campo das realizações, Fernando Henrique se notabilizou pelas privatizações. Apesar das críticas, o processo de venda das estatais trouxe a melhoria dos serviços e foi fundamental para a multiplicação dos resultados financeiros das empresas. Algumas delas – como as de telefonia – estiveram envoltas em suspeitas de favorecimento a grandes grupos econômicos, denúncia que culminou na demissão do então ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, e do presidente do BNDES à época, André Lara Resende.

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PARTE 2

Fonte: Revista Isto é

Desemprego cai para 6,2% em setembro

A taxa de desocupação atingiu 6,2% em setembro, valor mínimo da série histórica. A cifra representa queda de 0,5 ponto percentual em relação à taxa de 6,7% registrada em agosto.

Os dados foram divulgados hoje (21/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a setembro de 2009, o desemprego caiu 1,5 ponto percentual.

No mês, foram criadas 19 mil postos de trabalho, e o total de ocupados atingiu 22,3 milhões de pessoas.

O rendimento real médio dos trabalhadores avançou 1,3% na comparação mensal, e 6,2% ante setembro de 2009, para R$ 1.499,00.

Regiões – A taxa de desemprego recuou em todas as regiões metropolitanas analisadas. A maior queda foi registrada em Salvador, de 1,5 ponto percentual, para 10,3%. Dentre as regiões da pesquisa, Salvador possui a taxa de desemprego mais alta.

Em comparação com julho, o rendimento médio aumentou em todas as regiões. As maiores altas, na comparação com o mês anterior, ocorreram no Rio de Janeiro (2,7%), Recife (1,9%) e Belo Horizonte (1,7%).

*Matéria originalmente publicada no Brasil Econômico

Brasil Economico

Os elefantes brigam

Não se enganem, este aperto de mão é, de fato, uma queda de braço. Por Antonio Luiz M. C. Costa. Foto: Jason Lee/Reuters/Latinstock

Não se enganem, este aperto de mão é, de fato, uma queda de braço

A guerra cambial foi declarada entre as maiores potências. O primeiro a usar a expressão foi o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao deixar de lado os eufemismos e dar nome aos bois em reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em 27 de setembro, dias antes de criar novas restrições à entrada de divisas estrangeiras e dirigir-se à reunião do FMI e Banco Mundial em Washington. Desde então, a expressão ganhou as manchetes da imprensa internacional e o palavreado diplomático sobre cooperação internacional para retomada do crescimento foi deixado de lado.

A frente principal dessa guerra é a batalha entre os EUA e a China. A moeda­ chinesa valorizou 21% de julho de 2005 a julho de 2008, quando a taxa de câmbio foi congelada por Pequim para proteger as exportações durante a crise. Desde julho de 2010, os chineses permitiram uma valorização cautelosa, mais 2% até agora. Washington insiste em que o yuan deveria valorizar entre 20% e 40%. O Congresso aprovou uma lei que permite impor sobretaxas a produtos chineses, sempre que indústrias estadunidenses se queixem de que a taxa de câmbio dá uma vantagem desleal a seus concorrentes, ameaçando acrescentar a guerra comercial à guerra cambial.

Jean-Claude Trichet e demais autoridades monetárias europeias somaram sua pressão à dos EUA.

Pequim continua a resistir com os seus consideráveis recursos. Com uma taxa de crescimento confortável (9,5% no terceiro trimestre, comparado ao mesmo período de 2009), mas inflação em alta (perto de 3,5% no ano até agosto), a China poderia controlá-la valorizando sua moeda para baixar os custos das importações, mas preferiu elevar seu juro básico de 2,25% para 2,5% em 19 de outubro, pela primeira vez desde 2007. Pode ser o início de uma série de ajustes que frearão sua taxa de crescimento e a demanda mundial de commodities, dificultando ainda mais uma recuperação global. Quando brigam os elefantes, quem mais sofre é a grama, dizem os africanos.

Apesar da crise e da retração do consumo, que deveriam colaborar para conter importações e estimular exportações, o déficit do balanço de pagamentos dos EUA voltou a crescer. De 31 bilhões de dólares, em 1991, subiu para 104 bilhões, em 1996, e explodiu para 166 bilhões, em 1998 264 bilhões, em 1999 e 379 bilhões em 2000. Caiu ligeiramente, para 364 bilhões com a crise de 2001, mas depois voltou a aumentar continuamente até o auge de 759 bilhões, em 2006. Manteve-se perto dos 700 bilhões nos anos seguintes, para despencar 46%, para 375 bilhões, em 2009 – mas caiu apenas 15% com a China e 65% com o resto do mundo. Nos primeiros oito meses de 2010, foi de 335 bilhões, que aponta para um déficit superior a 500 bilhões no ano. A China representa quase a metade desse valor.

A crise não corrigiu, portanto, os desequilíbrios comerciais. O ajuste cambial chinês resolveria? Dificilmente: dada a diferença entre salários e custos de produção nos EUA e China, uma variação de 20% no câmbio não chegaria a tornar os produtos estadunidenses acessíveis aos trabalhadores de Xangai nem os produtos chineses ficariam caros demais em Nova York.

Não é apenas a percepção dos chineses, mas também de boa parte do mercado financeiro, que o governo de Barack Obama exige o impossível. Stephen Roach, presidente do Morgan Stanley Asia, diz que ajustes pelo câmbio não funcionaram para o Japão nos anos 80, como também não têm funcionado para os EUA, apesar de esses desvalorizarem sua moeda desde 2002: seria preferível que a China ampliasse sua previdência social para estimular seus trabalhadores a consumir. Glenn Maguire, economista do Societé Générale, em Hong Kong, reconhece que os chineses não podem aceitar­ uma valorização tão brusca. Essa acabaria por ser igualmente prejudicial aos EUA, que abandonaram grande parte das indústrias de mão de obra intensiva, cujos produtos hoje importam do Oriente. Se deixarem de comprar dos chineses, terão de importá-los de outro lugar.

Parte do déficit de Washington com Pequim seria redistribuída entre outros países, sem que o total baixe significativamente – para países recém-industrializados, como o Vietnã, por exemplo, quebrando empresas chinesas. Criaria problemas sociais e políticos para Pequim e obrigaria migrantes a voltar para o campo, como fez notar o primeiro-ministro Wen Jiabao. Ele propõe, em vez disso, que os EUA reformem suas estruturas de investimento e poupança e retirem restrições a vendas de produtos estratégicos e de alta tecnologia para a China – tais como produtos para a indústria aeroespacial e de informática –, que têm sido endurecidas desde 2007 e caíram de 18,3% de todas as exportações estadunidenses para o país, em 2001, para apenas 6,3%, em 2008.

A Obama, por sua vez, não restam muitas alternativas. A assessoria de Nouriel Roubini reduziu para 1,5% sua projeção de crescimento do PIB dos EUA em 2011, que ainda em junho os economistas ouvidos pelo Fed estimavam entre 3,5% e 4,2% (e, oficialmente, ainda é projetado em 2,5%). O pacote de estímulo que conseguiu aprovar no início do mandato não bastou para reverter o crescimento do desemprego e não lhe resta capital político para aprovar outro. Está com as mãos atadas para promover novas medidas progressistas. Tentar ser duro com os chineses com o maior alarde possível é tudo o que pode fazer para conter o estrago para seu partido nas eleições de novembro e sustentar a governabilidade nos difíceis anos de paralisia legislativa que virão.

Mesmo ante esse quadro, ninguém pode acusar os bancos de serem pessimistas. “A situação global se deteriora satisfatoriamente”, diz o relatório de outubro do Bradesco. Segundo o economista-chefe do banco, Octavio de Barros, a estagnação internacional não sugere novas rodadas de crise sistêmica, mantém baixa a inflação e os juros mundiais e brasileiros e assim colabora para que o Brasil continue a atrair investimentos e financiamentos.

O problema é que o excesso de otimismo é, em si, uma má notícia. Atrair mais recursos do que é possível aplicar de maneira produtiva é perigoso, como descobriram os que levaram ao pé da letra o entusiasmo de analistas financeiros pelos “mercados emergentes” no início dos anos 90, pelas empresas pontocom em fins dos anos 90 ou pelos derivativos do mercado hipotecário estadunidense antes de 2008. Todo mundo parece ganhar muito enquanto a pirâmide cresce, mas, quando ela chega a seus limites e desmorona, o resultado é pobreza súbita e estagnação prolongada para quase todos, com exceção dos mais espertos e bem informados.

Em 1997-1998, quando as crises mexicana, asiática, russa e brasileira desinflaram a bolha da especulação com os países “emergentes”, o Federal Reserve, banco central dos EUA então comandado por Alan Greenspan, resgatou o fundo LTCM e inundou o mundo com dólares para a ciranda financeira continuar a girar e proporcionar rendimentos de dois dígitos. O resultado foi a bolha pontocom. Quando o estouro desta foi seguido por uma série de escândalos financeiros (dos quais o da Enron foi o mais ruidoso) e pela ansiedade após o 11 de Setembro, o Fed interveio de novo para cortar juros e inflar a bolha imobiliária, até vê-la estourar em 2008, desta vez com consequências mais sérias e duradouras.

Tentando empurrar outro ciclo com a barriga, o Fed de Ben Bernanke volta a inundar o mundo com crédito em dólares e títulos do Tesouro – a chamada flexibilização quantitativa ­(quantitative easing) – o que até agora, sem dúvida, tem possibilitado a Wall Street fechar seus balanços com lucro e a seus executivos voltar a embolsar bônus milionários.

O objetivo é manter as taxas baixas para permitir aos bancos dos EUA “encontrar a saída” da crise na qual meteram a si mesmos e grande parte do mundo sem promover novos pacotes de estímulo ou maiores aumentos de gastos públicos. Até porque a provável vitória dos republicanos nas eleições legislativas aumentará ainda mais a pressão para cortá-los (exceto, é claro, no que se refere às despesas militares), aumentando a necessidade de uma bolha que substitua o crescimento da economia real.

O Banco Central Europeu age de maneira semelhante, procurando proteger seus bancos da fragilidade financeira dos países do Sul da Europa, os PIIGS, ao mesmo tempo que todo o continente embarca em medidas de “austeridade” que reduzem a demanda interna, pública e privada.

O que acontece com dinheiro barato quando o setor produtivo não pode investir? Não encontrando aplicação no mercado interno, em que o consumo e o emprego seguem estagnados (nos EUA, um terço das famílias tem mais dívidas que ativos) ou tendem a cair mais ainda, dólares e euros fluem para uma nova rodada de especulação financeira no exterior, com títulos, ações e dívidas do Japão e de países periféricos, principalmente os BRIC.

Procurando minimizar suas aplicações em dólares, a China também tem comprado títulos de dívida do Japão (27,4 bilhões de dólares nos primeiros sete meses de 2010), apesar de seu baixo rendimento, o que contribui para valorizar ainda mais a moeda japonesa. O Japão respondeu à dupla pressão oferecendo recursos de vulto (355 bilhões de dólares) às suas instituições financeiras a custo praticamente nulo (0,1% ao ano). Mas assim como os EUA e a Europa, não se atreve a novos pacotes de estímulo direto ao setor produtivo, a não ser em valor simbólico (10,9 bilhões de dólares).

Considere-se, por exemplo, o Brasil: a margem de arbitragem (diferença das taxas de juro) entre os rendimentos dos títulos brasileiros de longo prazo, perto de 12%, e a dos títulos dos EUA (1%). A isso deve somar-se o ganho com a valorização do real, 37% de dezembro de 2008 (dólar a R$ 2,33, real a 43 cents) até hoje (dólar a R$ 1,69, real a 59 cents): nada menos de 66% em 22 meses, ou um rendimento médio de 32% ao ano, que pode ser multiplicado dez ou cem vezes se alavancado por meio de derivativos.

No Japão, o ganho relativo é menor, pois os rendimentos dos títulos japoneses são nulos e a variação cambial é menor (de 91,21 ienes por dólar a 81,61 no mesmo período, perto de 12%), mas o volume das operações pode ser bem maior e os riscos aparentes são menores. A maior das jogadas, naturalmente, seria a valorização da moeda chinesa.

Os bancos centrais do mundo se veem num dilema: ou permitem a entrada massiva de dólares que supervaloriza suas moedas e tornam proibitivas suas exportações, o que logo faria a bolha estourar e suas economias implodirem, ou compram títulos do Tesouro dos EUA com rendimento real nulo e valor em queda, ou tentam mudar as regras do jogo, impondo controles de capital ou recorrendo a transações em outras moedas.

No caso do governo do primeiro-ministro Naoto Kan, a resposta veio na forma de esterilização da especulação financeira por meio de compra, pelo Banco do Japão, de títulos públicos e de dívida de empresas, fundos imobiliários e outros, além de redução do juro básico do já simbólico 0,1% ao ano para “entre zero e 0,1%”. A China também procura reciclar seu excedente comercial comprando empresas no exterior, mas é restringida, principalmente nos EUA, pela pressão política contra aquisições chinesas em setores estratégicos.

No Brasil, para conter a entrada desmedida de divisas estrangeiras, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, instituiu desde 2009 uma alíquota de 2% no IOF para investimentos estrangeiros em renda fixa e ações, elevou-a para 4%, no caso de aplicações financeiras em 4 de outubro (mantidos 2% para investimentos diretos em ações e derivativos). Não foi suficiente: a entrada de dólares em outubro continuou alta e a taxa de câmbio voltou a cair. Em julho, o Brasil recebeu, em média, 67,7 milhões de dólares diários e em agosto, 54,7 milhões.

Em setembro, esse indicador saltou para 796 milhões – dos quais 368 milhões, pouco menos da metade, corresponderam à captação da Petrobras (7,7 bilhões de dólares de estrangeiros). Nos primeiros oito dias úteis após a elevação, a média permaneceu em 273 milhões (apenas 36% abaixo de setembro sem Petrobras e o quádruplo de agosto) e o dólar continuou a cair. Apesar dos protestos do mercado financeiro, que queria isentar fundos de ações, duas semanas depois o ministro da Fazenda elevou o dique – embora Arminio Fraga, em nome das bolsas, proteste e diga que um câmbio abaixo de 1,60 real “não está necessariamente errado para o País hoje”.

Além de aumentar de 4% para 6% o IOF para aplicações estrangeiras no mercado financeiro, elevou-o de 0,38% para 6% no caso de operações de câmbio para constituir garantias para derivativos (bolsas de valores, mercadorias e futuros) em dinheiro ou títulos públicos. A Tailândia agiu de maneira semelhante, estabelecendo um imposto de 15% sobre o lucro de capital e rendimentos por juros derivados de investimento estrangeiro na dívida soberana. Se também isso não funcionar, o próximo passo serão controles de capitais, que até o diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, está disposto a defender em caso de “boom nos empréstimos com moeda estrangeira para tomadores de empréstimo desprotegidos”.

Se a escalada continuar nessa direção e avançar pela guerra comercial, a arquitetura econômica e financeira da era da globalização será inviabilizada, incluindo a OMC, o Banco Mundial e o próprio FMI, que hoje, na prática, está reduzido a arbitrar os problemas europeus. Há o risco de se voltar aos padrões dos anos 30 ou 50, com taxas de câmbio duais, sistemas paralelos para o comércio e as finanças e fuga das moedas usadas por especuladores internacionais. A pressão inflacionária seria, nesse caso, devolvida para os EUA e Europa.

As chances de um acordo como o do Hotel Plaza de 1985, no qual europeus e japoneses concordaram em deixar suas moedas valorizarem ante o dólar, são mínimas. O mundo tornou-se mais complicado e os interesses mais divergentes. O máximo que se pode esperar da reunião do G-20, em Seul, marcada para 11 e 12 de novembro, é uma maior clareza sobre as linhas de frente dessa guerra e as armas que cada lado se dispõe a usar.

Antonio Luiz M. C. Costa

Antonio Luiz M.C.Costa é editor de internacional de CartaCapital e também escreve sobre ciência e ficção científica.

ANP deve anunciar maior descoberta de petróleo do País

Poço Libra pode ser superior a Tupi, da Petrobras, e pode chegar a 12 bilhões de barris

Divulgação

Petrobras

Nova descoberta poderá ser maior que o poço de Tupi

Brasília - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deve anunciar hoje as estimativas de reservas do Poço Libra, que está sendo perfurado no pré-sal da Bacia de Santos. Segundo fontes, a expectativa é de que seja a maior descoberta já anunciada no País, superior a Tupi, da Petrobras, podendo chegar a 12 bilhões de barris.

“Minha expectativa é que amanhã (hoje) teremos novidades”, afirmou ontem o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, em rápida entrevista após a cerimônia no Rio que comemorou o início da produção de petróleo na plataforma Cidade de Angra dos Reis, instalada no Campo de Tupi. Lima não quis, porém, dar detalhes sobre o anúncio, alegando que a agência necessitava analisar as últimas informações.

A dois dias do segundo turno das eleições, o anúncio da ANP fecha uma semana intensa em eventos no setor de petróleo. Só a Petrobras promoveu duas inaugurações, uma delas com presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e dois anúncios de patrocínios a projetos sociais e ambientais, provocando críticas sobre o uso eleitoral da empresa. “Não tem nada a ver”, respondeu a diretora da ANP, Magda Chambriard, quando questionada se havia relação entre o anúncio do tamanho de Libra e as eleições.

Segundo Lima, até o final da análise dos dados, a ANP mantém o cenário moderado elaborado há dois meses pela consultoria Gaffney, Cline & Associates (GCA), que projeta reservas em até 7 9 bilhões de barris. A própria GCA, porém, tem um cenário otimista no qual aponta até 16 bilhões de barris. Segundo fontes é possível que o anúncio da ANP fique entre 8 e 12 bilhões de barris. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Revista Exame

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