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No final de março, fui o primeiro jornalista brasileiro a dirigir o Tata Nano, pelo asfalto da pista indiana de Pune, a mesma onde seus protótipos foram ajustados. A primeira sensação que tive ao entrar dentro da versão básica deste monovolume compacto é de surpresa - e das boas - com o seu espaço interno.
Tenho 1,88 metro de altura e em nenhum momento senti aperto. Revestido com tecido, o banco do motorista é um pouco duro, resultado da economia massiva de recursos para que se chegasse ao preço de 2.000 dólares. Mas, reclinam, podem ser ajustados e, em conforto, não são muito piores do que os assentos de um carro popular do Brasil.
Luxo, não há, é bom que se diga . Esqueça rádio, toca-fitas, ar-condicionado. O máximo que o Nano oferece é velocímetro, odômetro e medidor de gasolina. Funções que alertam sobre problemas na bateria ou superaquecimento aparecem em luzes do painel de instrumentos.
No banco traseiro os cintos de segurança são de dois pontos. Sinal de que o Nano ainda precisa melhorar muito para a sua prometida chegada ao Primeiro Mundo. Esta versão terá de passar por testes de colisão ainda mais rígidos do que os da Índia e receber equipamentos como airbag e freios a disco, para começar. Mas, do jeito que está, não faria feio no Brasil.
O motor tem meros 33 cavalos e só 4,9 mkgf de torque. Não oferece a mesma performance dos automóveis mais potentes, mas resolve a parada. Quando embala, pode chegar a até 90 km/h, mesmo com quatro adultos a bordo.
Eu mesmo fiz esta experiência para a alegria de três executivos em visita à fábrica . Eles não hesitaram em entrar a bordo quando propus a eles um teste para avaliar se o carrinho renderia. Mesmo com quase mil quilos, acelerei o carro até que o ponteiro do velocímetro do Nano cravasse 90 km/h.
Outro destaque do carro de 4 600 reais é seu consumo . O motor com 2 cilindros em linha desenvolvido pela Tata pode rodar 23,6 quilômetros com 1 litro de gasolina. E o reservatório de óleo gasta apenas 1,2 litro a cada troca.
A direção não tem assistência alguma, mas manobrar este carro não é difícil por causa do seu bom diâmetro de giro curto. Segundo me explicaram alguns de seus criadores como Girish Wigh e Clive Hickman, esta característica é uma das armas para tentar fisgar os usuários de motocicletas. Considerando que o estilo do carro é simpático e que o Nano é bom para manobrar, dá para dizer que ele deverá fazer sucesso por onde passar.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, admite a hipótese de retaliação política dos perdedores do programa F-X2, de renovação de 36 caças da FAB, e avisa que o Brasil tem de estar preparado para elas. “Pode haver questões políticas que você tem de saber administrar. Quando você faz opções, sempre pode ter problemas. Isso é risco de país grande, e só vamos ficar sabendo depois”, disse ele em entrevista à Eliane Cantanhêde, da Folha de São Paulo, publicada hoje (26/12).
Deixando claro nas entrelinhas a opção pelo Rafale, da França, que concorre com o Gripen NG, da Suécia, e o F/A-18 Super Hornet, norte-americano, Jobim disse ainda que chamou a Aeronáutica para mudar as regras da indicação técnica. Segundo ele, foi porque “a transferência de tecnologia passou a ser prioridade”. Depois de 34 viagens internacionais no ano, disse que a América Latina deve ter uma relação com os EUA “no mesmo nível, não de baixo para cima”. Neste ano, firmou o maior acordo militar brasileiro na história recente, comprando R$ 22 bilhões em submarinos e helicópteros franceses.
FOLHA - Por que investir bilhões em armamentos num país como o Brasil, com tanta coisa por fazer?
JOBIM – Não é investir em armamento, é investir em desenvolvimento. Tudo o que a gente está fazendo em relação à Marinha e à Aeronáutica diz respeito à construção no Brasil de submarinos, de helicópteros e futuramente de caças. Um brutal avanço tecnológico, porque a empresa estrangeira associa-se a empresas nacionais e produz no país, formando técnicos, gerando expectativas, criando empregos, o diabo a quatro. Toda a alta tecnologia se desenvolve primeiro na área militar, só depois vai para a área civil.
FOLHA - E para que um submarino nuclear?
NELSON JOBIM – O território imerso do Brasil tem 4,5 milhões de quilômetros quadrados e, numa faixa de Santa Catarina até o Espírito Santo, há a maior riqueza submersa do país. É preciso dissuasão.
FOLHA – Por que não usar os submarinos convencionais, que têm manutenção muito mais barata?
JOBIM – O submarino convencional tem uma estratégia de posição, ele vai a profundidades muito grandes, mas desenvolve velocidade baixíssima. Já o de propulsão nuclear tem estratégia de movimento e chega a até 60 km/hora. Para nosso litoral, não é possível escolher um ou outro, tem de ser um e outro.
FOLHA - Ao perseguir liderança internacional e os projetos na área nuclear, o Brasil caminha para modificar a Constituição e ter condições de construir a bomba, como desconfiam diplomatas estrangeiros?
JOBIM - Nem pensar. Isso é cogitação de diplomata que chega sem saber nada sobre o Brasil.
FOLHA – O governo deixou a decisão dos caças para 2010 porque os franceses não estão cumprindo as promessas de Nicolas Sarkozy?
JOBIM – O problema todo é esse: havia uma decisão política de prosseguir a aliança estratégica com a França e havia um processo de seleção estabelecido pela Aeronáutica, que chegou aos três finalistas. A análise que tem de ser feita é quanto à plataforma, que significa basicamente o avião; à transferência de tecnologia; à capacitação nacional; ao preço e, finalmente, ao custo do ciclo de vida. A FAB faz a análise quanto à plataforma e sua adequação às necessidades do país e informa as tecnologias que as empresas estão oferecendo, inclusive detalhando as regras de cada país para aquela tecnologia.
Aqui, surge o seguinte: a França desenvolve toda a tecnologia do seu avião, depois tem a Boeing, em que toda a produção é norte-americana, e, por fim, a Saab, sueca, que tem produção americana, que é o motor, e outras europeias.
Então, tem de verificar a regra para transferência de tecnologia de cada uma dessas coisas. Não podemos iniciar o desenvolvimento de tecnologia no país e ser surpreendidos lá adiante por um embargo.
FOLHA - A FAB apresentou um relatório e o sr. devolveu, pedindo mais explicações?
JOBIM - Eu disse a eles o que eu queria. O que eles tinham era uma modelagem que vinha desde a época do governo passado, a da Copac [Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate], e eu disse ao brigadeiro [Juniti] Saito [comandante da Aeronáutica]: “Olha, mudou a modelagem. Não é mais essa aí”.
FOLHA – Foi uma forma de pedir para refazer o resultado e evitar um favorito que contrariasse a preferência do presidente?
JOBIM – Isso é presunção sua, conclusão de jornalista, partindo do pressuposto de que montei tudo para chegar à conclusão que eu quero. Não é nada disso. Quero chegar ao seguinte: isso aqui é que determinará a conclusão e não a conclusão que vai impor isso. Entendeu?
FOLHA – Não está se mudando na reta final uma regra e uma comissão que vêm há muitos anos, aliás, muito antes do governo FHC?
JOBIM – É que você teve, no meio do caminho, uma coisa que não tinha antes, a Estratégia Nacional de Defesa, que interfere em tudo, transforma a transferência de tecnologia em prioridade.
FOLHA – Na prática, o sr. vetou a FAB de indicar o favorito?
JOBIM – Não vão indicar mesmo, quem decidirá é o governo.
FOLHA – O risco de não saírem os caças é zero?
JOBIM – Praticamente zero. O presidente decide em janeiro e depois vem a negociação do contrato, que pode levar uns dois meses, como na Marinha.
FOLHA – Não é preocupante pendurar todas os contratos e equipamentos num único país fornecedor?
JOBIM – A premissa é falsa, antiga. Confunde compra de oportunidade com capacitação nacional. Se você simplesmente compra alguma coisa que não sabe fazer, sim, você fica na mão do fornecedor. Antes era assim, o que exigia uma diversidade enorme de fornecedores e o preço da logística ficava uma barbaridade. Hoje, com a premissa da capacitação nacional, é melhor produzir um tipo só, porque reduz o custo.
FOLHA – É uma defesa dos Rafale, já que os contratos são todos com a França?
JOBIM – É a defesa de quem transferir tecnologia.
FOLHA – É possível algum tipo de retaliação dos perdedores? Jurídica, por exemplo?
JOBIM – Não, porque não é uma licitação, é um processo de seleção, ou seja, com dispensa de regras previstas na 8.666 [Lei das Licitações]. Bem, pode haver questões políticas que você tem de saber administrar. Evidentemente, isso pode acontecer em qualquer hipótese. Se você escolher o Gripen, pode ter problemas com os franceses e os americanos. A mesma coisa se for o F-18. Quando você faz opções, sempre pode ter problemas. Isso é risco de país grande, e só vamos ficar sabendo depois.
FOLHA – Qual o foco de reequipamento em 2010?
JOBIM – Na Marinha, nós temos interesse em navios de patrulha oceânicos, logísticos e costeiros. A Itália e a Ucrânia vão mandar gente aqui em janeiro. No Exército, o presidente autorizou R$ 43 milhões para o início do projeto do blindado sobre rodas para substituir o Urutu. A princípio, vai se chamar Guarani. Na Aeronáutica, o FX-2. E, em comum para os três, o satélite de monitoramento.
FOLHA – A nova lei de Defesa é para preparar as Forças Armadas para agir em crises urbanas, como no Rio?
JOBIM – No Exército não muda nada, porque desde 2005 ele ganhou competência de patrulhamento, revista e prisão em flagrante em caso de crimes ambientais e transfronteiriços. O que faz a nova lei? Autoriza a Aeronáutica e a Marinha a poderem fazer o mesmo.
FOLHA – Como foi a conversa com o secretário-adjunto para o Hemisfério Sul, Arturo Valenzuela?
JOBIM – Muito boa. Eu defendi que os EUA se reapresentassem à América Latina, e a reapresentação passa pela relação com Cuba. O problema americano qual é? Não é o caso dele, mas americano tem mania de achar que a América Latina é uma coisa só, e não é. Mostrei a ele que nós queremos criar uma região de paz e ter uma relação com os EUA no mesmo nível, não de cima para baixo.”
FONTE: Reportagem de Eliane Cantanhêde publicada hoje (26/12) na Folha de São Paulo.


Três candidados, várias propostas: José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva ergueram a bandeira ambiental em Copenhague, de olho na corrida eleitoral de 2010, mas não se entenderam ao falar sobre a origem e a quantidade dos recursos para o combate ao aquecimento global |
Era para ser a estreia da ministra Dilma Rousseff no palco das grandes decisões políticas mundiais, daquelas que entram para os livros de História. Mas a ministra, que só recentemente se converteu às preocupações ambientais, não conseguiu brilhar em Copenhague, na 15ª Conferência da ONU sobre o clima, como pretendia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao colocá-la como chefe da delegação brasileira. Pega de calça curta num tema que não domina, e que até pouco tempo atrás combatia como contrário ao desenvolvimento, a ministra teve que enfrentar a concorrência de outros dois presidenciáveis. O que se viu é que a capital da Dinamarca ficou pequena para os três candidatos. E, pelo menos nos temas ambientais, os dois da oposição se saíram melhor. A senadora Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, que deixou o governo justamente após disputas com a ministra pela liberação de obras do PAC, chegou a Copenhague a convite da ONG norueguesa Rainforest Foundation. Deu palestras e entrevistas e propôs que o Brasil contribuísse com US$ 1 bilhão para o Fundo Verde, fundo em discussão para financiar o combate ao aquecimento global. O governador paulista José Serra levou na bagagem o programa de redução de emissões no Estado de São Paulo, defendeu a proposta de Marina e ganhou o apoio do governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, pioneiro na legislação ambiental mais rigorosa nos Estados Unidos. Além disso, marcou posição em defesa do etanol.
Já Dilma ironizou a proposta de Marina. Disse que US$ 1 bilhão do Brasil seria pouco, dada a dimensão do problema e a estimativa da ONU de que seriam necessários cerca de US$ 200 bilhões para combater o aquecimento global até 2030. "Um bilhão não faz nem cosquinha. Os valores estão em torno de US$ 120 bilhões, US$ 150 bilhões, até US$ 500 bilhões. A gente não pode só fazer gesto. O que a gente tem que fazer são medidas concretas", justificou a ministra. Dilma perdeu a oportunidade de pegar carona na popularidade do presidente Lula, que na quinta-feira 17 prometeu que o Brasil vai investir US$ 160 bilhões até 2020 em ações para combater o aquecimento e cumprir a meta anunciada há um mês de reduzir as emissões em até 38,9% nos próximos dez anos. "O Brasil participa desta Conferência com a determinação de obter resultados ambiciosos. Mas a ambição tem de ser compartilhada com todos. As fragilidades de uns não podem servir de pretexto para recuos ou vacilações de outros", afirmou o presidente. A recusa da ministra Dilma abriu espaço para os adversários. "Dilma não entendeu o significado da proposta. A ideia é criar um constrangimento moral para que países ricos percebam suas responsabilidades. Aqui não adianta falar alto, é preciso saber a forma de negociar", espetou Marina, que já chefiou várias delegações quando era ministra e é provavelmente uma das pessoas mais experientes em meio ambiente entre as centenas de brasileiros que estão em Copenhague. "Vim para a Dinamarca para dizer que o Estado de São Paulo está preparado para ser parte da solução e espero que os chefes de Estado aqui reunidos façam o mesmo", disse o governador Serra, defendendo o uso do etanol misturado à gasolina para reduzir as emissões em todo o mundo.
A politização do tema não ocorreu por acaso. Foi planejada pelo presidente Lula quando ele escolheu Dilma para chefiar a delegação brasileira, em vez do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, como seria natural. A surpresa foi o mau desempenho da candidata. Ela já mostrou seu despreparo quando cometeu um ato falho, logo no início da semana, ao dizer o contrário do que pretendia.
"O meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável. E isso significa que é uma ameaça para o futuro do nosso planeta e dos nossos países", afirmou a ministra, num descuido que pode mostrar seu verdadeiro pensamento sobre o tema. "Para os que estão iniciando, é muito importante ficar atento para não fazer confusões", disse Marina Silva. Dilma escapou por pouco de receber o prêmio Fóssil do Dia, entregue pelas ONGs aos que atrapalham as negociações do acordo. Foi salva pelos ambientalistas brasileiros, que avaliaram que o prêmio poderia prejudicar a ministra nas negociações. "Dilma se converteu politicamente, mas não domina a problemática. Teve uma atitude oportunista. Não foi bom para o Brasil ter Dilma como chefe da delegação, quando todo mundo sabe que o Brasil mudou de posição a partir do empenho do ministro Carlos Minc", disse à DINHEIRO o cientista político Eduardo Viola, professor da Universidade de Brasília. A mudança de posição do governo brasileiro se deu com a troca de Marina Silva do PT pelo PV, em agosto, que colocou o tema meio ambiente na agenda presidencial. Foi isso o que fortaleceu a posição de Minc dentro do governo e levou o presidente Lula a anunciar a proposta brasileira de redução de emissões. "A entrada de Marina foi decisiva para que Minc, que estava quase caindo do governo, se fortalecesse. Lula percebeu, num determinado momento, que seu prestígio dependia disso", afirmou Viola.
Lula: "O Brasil participa com a determinação de obter resultados ambiciosos. Mas a ambição tem de ser compartilhada" |
Apesar da incerteza sobre a concretização de um acordo de longo prazo para reduzir as emissões, na quinta-feira já havia promessas de recursos para este fim. Com o aquecimento global e o aumento do nível dos oceanos, muitos países- ilha, como Tuvalu, no Pacífico, correm o risco de desaparecer. Outros querem ajuda para se desenvolver numa economia com baixa emissão. Os EUA, cautelosos nas metas de redução de emissão, surpreenderam ao propor a criação de um fundo de US$ 100 bilhões. O mexicano Fernando Tudela, negociador-chefe do México, defende a contribuição de todos os países. "Há responsabilidades diferenciadas, mas comuns. Achamos que é uma atitude ética aceitar uma parte da responsabilidade", afirma. Se a tese vingar, Dilma pode se arrepender de ter fechado os cofres brasileiros a um interesse coletivo, que é global.
Fonte: Revista Isto é Dinheiro.
" Seremos a maior montadora da China em 2015 e a maior do mundo em 2025"
Wang Chuanfu, CEO da BYD
Guarde este nome: Wang Chuanfu. É bem possível que seu próximo carro seja fabricado por ele. Sua empresa, a BYD, já é uma das mais valiosas da China. Foi criada há apenas 14 anos, vale US$ 25 bilhões e deu a mr. Wang um patrimônio pessoal de US$ 5,1 bilhões. A sigla tem dois significados. Pode ser traduzida como Build your Dreams (Construa seus Sonhos), na versão oficial, ou como Bring your Dollars (Traga seus Dólares), numa tradução mais informal.
Mas agora os sonhos desse chinês, que é tido como visionário, passam pelo Brasil. E, em vez de receber, ele pode acabar trazendo alguns dólares para cá. A BYD decidiu que terá uma fábrica no País e já saiu à procura de parceiros. Será a 12a unidade da empresa no mundo que, fora da China, produz automóveis na Índia, na Romênia e na Hungria. Até agora, ele já sondou dois potenciais sócios.
O primeiro, o bilionário Eike Batista, que, assim como Wang Chuanfu, é também o homem mais rico do seu país. O segundo, o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, sócio da montadora coreana Hyundai. No caso de Eike, que passou a última semana na China tendo encontros reservados com vários grupos empresariais de lá, inclusive a BYD, a fábrica seria instalada no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, onde um grande investimento chinês, o da siderúrgica Wuhan Steel, já está praticamente assegurado.
Caso a parceria se dê com o grupo Caoa, o mais provável é que a BYD escolha algum Estado da região Nordeste, o que agradaria ao governo Lula. Um investimento da BYD teria potencial para transformar o mercado brasileiro de automóveis. Especialmente porque a empresa é tida como a mais avançada nas pesquisas para o desenvolvimento de modelos elétricos e híbridos. O sedã F3 já o carro mais vendido da China.
E o F3DM, um modelo híbrido e recarregável, está na terceira posição. E custa o equivalente a R$ 35 mil, metade do preço estimado para o Volt, a grande aposta da americana GM. A posição de vanguarda da BYD, que está desenvolvendo modelos capazes de rodar 300 quilômetros com uma única recarga elétrica, também atraiu um sócio muito especial. Recentemente, o financista Warren Buffett, homem mais rico do mundo e dono da Berkshire Hathaway, comprou uma participação de 10% na companhia. Segundo Buffett, Wang Chuanfu será lembrado no futuro como uma lenda no mundo dos negócios.
Um filho de camponeses que ficou órfão quando era adolescente, criou sua empresa aos 29 anos, como um simples fabricante de baterias para companhias de celulares, e que, agora, no topo do mundo, sonha ainda mais alto. "A BYD será a maior montadora da China em 2015 e a maior do mundo em 2025", disse o bilionário chinês, numa entrevista recente à imprensa internacional.
No gosto popular: o sedã F3 já é o carro mais vendido da China. Na versão híbrida, é o terceiro do ranking |
Neste ano, pela primeira vez na história, a China, que possui um mercado interno de 12 milhões de veículos, produzirá mais automóveis do que os Estados Unidos. O Brasil, por sua vez, saltou da 10a para a 5a posição entre 2005 e 2009.
E os chineses da BYD não querem ficar de fora dessa festa, desde que encontrem um parceiro local que os ajude a decifrar a lógica do mercado automotivo brasileiro. Nesse setor, Eike Batista já teve uma experiência não muito bem-sucedida ao produzir jipes com a marca JPX, em Minas Gerais.
O grupo Caoa-Hyundai, por sua vez, tem batido sucessivos recordes de vendas nos últimos anos - a participação de mercado da marca coreana já é próxima aos 3%, na cola de Honda, Toyota, Renault e Peugeot. O desafio do empresário Oliveira Andrade, caso se associe de fato com a BYD, seria equilibrar suas relações com grupos da Coreia, da China e do Japão - além da Hyundai, ele também representa a marca nipônica Subaru.
Fonte:Revista Isto é Dinheiro.
Nos dias 19 e 20 de setembro do ano em curso, aconteceu na Secretaria Municipal de Educação, Cultura...